Hemorroidas

Quando o sangramento vira rotina, o seu intestino está dando sinais.

Sangrou ao evacuar e você achou que ia passar. Meses depois, continua ali. Hemorroida tem tratamento, e hoje a técnica é escolhida para o seu caso, com cuidado específico para você sentir o mínimo de dor possível.

Consulta de 60 minutosTécnica escolhida para o seu casoControle da dor em três tempos
O que são

Todo mundo tem hemorroidas.

Elas são coxins de vasos que ficam no canal anal e ajudam na continência. Fazem parte da anatomia normal.

O problema aparece quando esses vasos se dilatam e passam a sangrar, doer ou se exteriorizar. Aí deixa de ser anatomia e passa a ser doença hemorroidária, com graus diferentes, do mais leve ao mais avançado. O tratamento muda conforme o grau.

Interna

Fica dentro do canal anal. Costuma sangrar sem doer e, nos graus mais avançados, se exterioriza ao evacuar.

Externa

Fica na borda do ânus. Dói mais, atrapalha a higiene e pode trombosar, formando um caroço endurecido e muito doloroso.

RETO linha pectínea BORDA ANAL Interna acima da linha Externa na borda anal
Desenho esquemático do canal anal, fora de escala.
Sinais

Sinais que levam à avaliação.

Hemorroida é a queixa que mais chega ao meu consultório, e também a que mais demora a chegar. A maior parte das pessoas convive anos com esses sinais antes de procurar avaliação.

Sangue vivo no papel, no vaso ou sobre as fezes
Caroço ou volume que aparece e some
Dor ou ardência ao evacuar, que pode durar horas
Coceira e dificuldade de higiene
Sensação de peso ou de algo saindo
Sensação de não ter esvaziado por completo

Sangramento anal não deve ser assumido como hemorroida sem exame. Outras condições sangram do mesmo jeito, e algumas delas são graves. É justamente por parecer banal que o diagnóstico atrasa.

Por que elas aparecem

Hemorroida não surge do nada.

Ela costuma ser a consequência de alguma coisa que já está acontecendo com o seu intestino. O denominador comum é pressão repetida sobre a região.

Por isso tratar só a hemorroida costuma não resolver. Se o intestino continua funcionando mal, a pressão volta.

  • Intestino que não funciona bem, com fezes ressecadas e esforço para evacuar
  • Tempo prolongado sentado no vaso, principalmente com o celular na mão
  • Gestação e pós-parto
  • Diarreia frequente
  • Alguns medicamentos de uso contínuo que prendem o intestino
O arsenal de tratamento

A melhor técnica depende do seu caso.

Grau, sintomas e o que mais incomoda você definem a conduta. A sua rotina também conta. Muitas vezes o melhor resultado vem de associar técnicas, e trato só o que precisa ser tratado.

Tratamento clínico

O primeiro caminho na maior parte dos casos. Regularizar o intestino, ajustar o tempo no vaso, corrigir hidratação e fibra na ordem certa e tratar o que estiver por trás. Medicação entra conforme o quadro.

Base de todo tratamento

Ligadura elástica

Procedimento simples, feito no consultório. Um anel elástico interrompe o fluxo de sangue da hemorroida, que se desprende nos dias seguintes. Sem corte.

Hemorroidas internas selecionadas

Laser (LHP)

Uma fibra de laser de diodo trata a hemorroida por dentro, reduzindo o volume sem ferida externa. Costuma permitir retorno mais rápido à rotina.

Hemorroidas internas selecionadas

Desarterialização com mucopexia

Reduz o fluxo de sangue que chega à hemorroida e reposiciona o tecido no lugar, poupando estrutura do canal anal.

Hemorroidas internas com prolapso

Hemorroidectomia a laser de CO₂

A remoção da hemorroida, feita com laser de CO₂ no lugar do bisturi ou do eletrocautério, com menor dano aos tecidos vizinhos e cicatrização mais tranquila.

Casos avançados, mistos ou com excesso de pele

Associação de técnicas

Cada caso é único. Quando faz sentido, combino mais de uma técnica no mesmo tempo para resolver melhor, com menos incômodo.

Definida depois do exame
Clareza antes de decidir

Cada caminho tem prós, contras e cuidados, e tudo isso é explicado antes. Não existe técnica que sirva para todo mundo. O local do procedimento, consultório ou hospital, também é definido conforme o caso. Os resultados variam conforme o grau, o diagnóstico e as condições de cada paciente.

Sobre a dor

O medo da dor não precisa adiar o seu tratamento.

É o motivo que mais faz as pessoas empurrarem a hemorroida por anos. Por isso o controle da dor faz parte do plano desde o início e acontece em três tempos.

1Antes

Preparar o terreno

  • Toxina botulínica quando o caso indica, para relaxar a musculatura e reduzir o espasmo, origem de boa parte da dor
  • Medicações que modulam a dor, iniciadas antes do procedimento
2Durante

Técnica e bloqueio

  • Técnica minimamente invasiva, escolhida para o seu caso
  • Bloqueio do nervo pudendo guiado por neuroestimulador (Stimuplex®), para localizar o ponto exato do nervo
  • Mais conforto já nas primeiras horas depois
3Depois

Recuperação acompanhada

  • Sessões de laser de baixa potência para aliviar a dor e ajudar a cicatrização
  • Protocolo de medicação para analgesia
  • Atenção ao funcionamento do intestino, porque evacuar sem medo faz parte de se recuperar bem

A proposta não é prometer que você não vai sentir nada. É usar cada recurso disponível para que você sinta o mínimo possível.

O caminho do cuidado

Da primeira consulta à alta.

Você não contrata só um procedimento. Tem acompanhamento em cada etapa, do diagnóstico até a recuperação completa.

01

Avaliação de 60 minutos

História clínica, hábito intestinal e exame anorretal explicado antes. Nada é feito sem que você entenda e concorde.

02

Plano por escrito

A técnica indicada, o que esperar, os cuidados e o investimento, tudo documentado para você decidir com calma.

03

Procedimento

Feito com o controle da dor em cada etapa, no consultório ou no hospital, conforme o caso.

04

Pós-operatório próximo

Retornos programados, laser de baixa potência e ajuste do funcionamento intestinal durante a recuperação.

05

Até 6 meses de acompanhamento

Nas cirurgias maiores, o seguimento continua até a alta completa, com foco em manter o intestino funcionando bem.

Perguntas frequentes

O que todo mundo quer saber.

Cirurgia é sempre o caminho?

Não. Cirurgia é o último recurso, não o primeiro. Boa parte dos casos melhora ajustando o funcionamento do intestino e o tempo que a pessoa passa no vaso. Hemorroida externa, por outro lado, não some sozinha.

O tratamento dói?

Depende da técnica e do caso. Procedimentos como a ligadura costumam causar só desconforto passageiro. Nas cirurgias, o controle da dor é feito antes, durante e depois, com bloqueio anestésico, medicação e laser de baixa potência, para que você sinta o mínimo possível.

Vou precisar me afastar do trabalho?

Varia conforme a técnica. A ligadura, em geral, não exige afastamento. Nas cirurgias, o tempo é conversado antes, junto com as orientações de pós-operatório, para você se organizar.

Laser resolve todos os casos?

Não. O laser é uma ferramenta excelente quando bem indicado, mas não é a resposta para toda hemorroida. A técnica é escolhida depois do exame, e às vezes a melhor opção é associar mais de uma.

A hemorroida pode voltar?

Pode. O tratamento resolve a hemorroida que existe hoje, mas se o intestino continuar funcionando mal, a pressão sobre a região volta. Cuidar do hábito intestinal é o que mais reduz essa chance a longo prazo.

Pomada resolve?

Pomada alivia sintoma no momento da crise. Ela não trata a causa, e usada por conta própria por longos períodos pode irritar mais a região.

A almofada de furo ajuda?

Não existe estudo mostrando que ela melhore hemorroida. O furo no meio não retira a pressão da região, apenas transfere o peso para o anel em volta.

Hemorroida vira câncer?

Não. Hemorroida não se transforma em câncer. O risco é outro: assumir que o sangramento é hemorroida e deixar de investigar uma causa diferente.

Consigo tratar hemorroida na gravidez?

Sim, com abordagem própria para o período. O foco costuma ser o controle dos sintomas e o funcionamento do intestino, com conduta definida junto do obstetra.

Tenho vergonha. A consulta é constrangedora?

É uma queixa comum e tratada com naturalidade. O exame é explicado antes, feito com respeito à sua privacidade e só com o seu consentimento.

Comece por aqui

Sintoma que virou rotina não é normal.

A avaliação define se o seu caso é clínico ou cirúrgico, e qual técnica faz sentido para você. Atendimento particular em Jundiaí, com plano claro ao final da consulta.

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Dra. Patricia Silveira

Dra. Patrícia Silveira

Cirurgiã Geral
CRM-SP 162150 · RQE 67913

Cirurgia anorretal minimamente invasiva
Saúde intestinal funcional

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Profissional responsável Dra. Patrícia Silveira Médica · Cirurgiã Geral
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